10/08/2010

Em ano de eleição... a desconfiança impera!

Parece engraçado, mas em ano de presidenciáveis é assim: até que todos apresentem seus planos de governos e até que se defina e separe os figurantes dos protagonistas, o setor educacional se esconde. Fica tudo morto, telefone não toca, o cachorro não late, aquele silêncio chato, que aparece sempre com um ar desconfiado.

Acho tudo muito válido, tendo também a máxima de “antes pecar por precaução”, mas o setor realmente para e isso não pode ser bom. Em um momento onde ainda a busca é pela consolidação acredito que uma estagnação mesmo que momentânea não seja o ideal.

Até mesmo porque, se pensarmos, entre os dois possíveis protagonistas dessa eleição 2010 (Dilma e Serra) não deverá mudar muito o setor educacional. Caso vença a Dilma, teremos uma continuação do que está sendo feito, com uma busca incansável pelo aumento de oferto no ensino público. Por outro lado, vencendo o Serra, o que foi feito não terá volta e as IES privadas talvez possam sonham novamente com a força ao lado do setor privado, mas não vejo como a política do governo federal poderá colocar alunos pagantes nos bancos vazios das instituições privadas.

Dentro desse ponto de vista nada mudará. Teremos sempre a busca pela vaga pública limitada a uma minoria e uma grande massa tentando pagar pelo ensino superior privado. Dessa forma, acredito que a estagnação seja um grande tempo perdido para as instituições, alunos, professores e País.

Vamos torcer para que o setor educacional melhore e volte a se movimentar.

Um abraço a todos, Tiago Muriel.

19/06/2010

Bebe água limpa quem chega primeiro!

Olá pessoal, bom dia. Nos últimos dias tenho visitado muitas instituições de ensino para variar minha rotina (brincadeira) e observei alguns detalhes interessantes e que gostaria de compartilhar.

Foram três as IES visitadas neste mês de junho e todas apresentaram pontos comuns em sua gestão administrativa. É bom deixar isso bem claro, pois nenhuma delas se parece na área acadêmica, até porque estou falando de uma faculdade isolada, um centro universitário e uma universidade.

Administrativamente, as três apresentaram uma característica que me chamou a atenção... saúde financeira!

A faculdade isolada em especial apresentou saúde financeira com uma mensalidade baixa, mas trouxe uma taxa de inadimplência relativamente baixa (seis por cento).

A Universidade possui cursos que caminham em todos os níveis de receita familiar, apresentando um alto padrão de ensino, um acadêmico muito forte e enraizado. Vai por água abaixo aquela máxima de que é preciso mensalidade cara para ter bom ensino.

Observações feitas, o que prometi foi o compartilhamento de pontos novos, onde a administração trata tudo de forma muito clara e profissional. As três que mais me saltaram aos olhos foram:

1. Todas sem exceção possuem geradores de energia em toda a sua estrutura.

2. Todas possuem uma logística para reaproveitamento da água gasta no campus.

3. Estão divididas em setores, unidades de negócios, com metas para que atinjam independência financeira, tendo receita própria.

Claro que em minhas visitas não são voltadas para a parte administrativa e por isso, muitos fatores devem ter passado batido por meus olhos, mas essas características foram tão destoantes que me chamaram a atenção.

A todos, então, deixo aqui a minha preocupação na não profissionalização das IES que ainda são geridas por modelos ultrapassados, com a lembrança e sentimento de que a concorrência inexiste ou mesmo que o mercado é folgado tendo muito espaço para todas elas.

O mercado realmente é grande e existe, mas bebe água limpa quem chega primeiro já dizia meu pai ao escolher novo pesqueiro para “apoitarmos” nosso barco.

Um abraço a todos, Tiago Muriel.